Andar "livremente" nas ruas já não é mais uma tarefa fácil. Não pelas políticas de acesso, não pelo calor estridente, não pela poluição em si. Simplesmente pela violência que se alastra a cada esquina, é incrível como o nosso corpo e a nossa mente reage a isso. O mais incrível ainda é como ela passa a reagir quando esses acontecimentos se tornam rotineiros.
Sexta, antes do carnaval, um homem passou a tarde assaltando o quarteirão de onde moro, um morador intrigado com os acontecimentos, pega um tijolo e estoura, com toda a força que tem, na cabeça do assaltante, o amarra e chama a polícia.
10 dias depois, dois homens numa moto atira em outro homem que estava bebendo num bar e ele morre com 6 ferimentos de bala. Acontecimento visto por todas as pessoas a bordo do 33A no bairro de Mãe Luiza, à luz do dia.
3 dias depois, um homem agride outro fisicamente numa lanchonete.
E agora, José?? A festa acabou?
Nãããão!!!!
Esses acontecimentos são frequentes e na frente de crianças, idosos, pais e mães, não há mais respeito, punição, não há nada mais além de violência. O meu santo tá cansado!!
Não abro a minha boca pedindo policiais em cada esquina, em cada ponto de ônibus, em cada ônibus. Não!! Eu não quero mais violência, eu quero educação, quero respeito!!
Trabalho todos os dias mostrando a importância de termos respeito com a natureza. Mas como pedir respeito à natureza, se não temos respeito entre nós mesmos??
A situação fica cada vez mais difícil quando nos deparamos com a situação das escolas, dos professores e dos gestores. É de se lamentar!! O que posso fazer?? Sozinha, é como uma insignificância, infelizmente!!
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