quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Coisas de dezembro

Depois de 2 anos mandando mensagens falando em saudade, resolvi ir lá. Chegando, tudo do mesmo jeito, no mesmo lugar, se ela tivesse mudado algo, era imperceptível, a tradicionalidade beira o umbigo, dependendo da pessoa chega até o pescoço. Conversa vai, conversa vem, chegamos a um pigarro que criei há quase um mês, seja do desgaste vocal em dar aula, da poluição atmosférica da capital, da vida corrida e ao mesmo tempo sedentária ou do último festival de música com bastante fumaça de cigarro que havia ido, no mesmo momento, ela achou um lambedor que tinha feito para alguém da família que talvez tivesse o mesmo problema, mas nao importava, ia servir. Entre a minha hesitação e preocupação em saber se na composição existia algo em que eu fosse alérgica, ela já tinha enfiado uma dose goela a baixo, servida naquela colher que parecia apropriada para isso e que na verdade era utilizada para zilhoes de coisas a mais. Enquanto eu sentia o gosto de infância do doce aveludado em minha boca, ela se preocupava em colocar para dentro um pingo que sobrou no canto da boca, qual fosse para completar a dose ou apenas para não sujar a roupa, raspando com a colher que agora estava passando pelo processo de higienização e armazenamento e que vai servir à outro ente em uma ocasião breve, certamente. O remédio, de período farmacocinético relativamente curto, fez efeito antes de minha partida, o pigarro foi curado. As avós são mágicas!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

CASA DAS PALAVRAS = LEITURA + CULTURA + CONHECIMENTO



Olá, minha gente, hoje eu gostaria de falar (como se eu escrevesse aqui sempre) sobre um projetaço que acontece no RN conhecido como Casa das Palavras.
                O Casa das Palavras é um projeto de ação cultural que ronda municípios do RN com o principal objetivo de trocas de experiências culturais. Cada local tem sua cultura, obviamente, e o Projeto vem para dar um cutuque nessa cultura local e mostrar o potencial da cidade.  Rilder Medeiros conta que esse ano eles deram prioridade aos municípios com menores IDH do RN. E nada mais, nada menos que São Paulo do Potengi estava na mira.
       Quando o Casa das Palavras passa por uma cidade, essa cidade recebe uma minibiblioteca, essa biblioteca é livre, isso que dizer que você pode doar livros quando quiser (desde que eles sejam literários) e pegar livros quando quiser!! 

Agora vamos imaginar...

Imaginemos que, assim como eu, você é um leitor assíduo (não me gabo disso, daqui a pouco vai saber o porquê), é brasileiro e mora no Brasil. Leitores assíduos sofrem bastante no Brasil porque os livros produzidos no Brasil são 20% mais caros (se não for mais) do que no resto do mundo. Então o que fazemos?? Fazemos amigos que também são leitores assíduos para possíveis trocas e empréstimos de livros, namoramos leitores, fazemos uma rede social de leitores, encaramos olhares do tipo “não amasse/rabisque o meu livro”, passamos horas nas livrarias para escolher um ou no máximo dois livros por causa do preço, desejamos ganhar livros na Páscoa, no Natal, dia dos namorados, dia das crianças e em qualquer dia, compramos leitores de livros digitais pensando que os livros digitais são mais baratos no Brasil e não são, ficamos endividados (leia-se pobre, sem um centavo no bolso) por um momento de fraqueza passado na calçada de uma livraria, adotamos uma nova língua para ler livros importados e sofrer com a alta do dólar e o IOF, enfim, leitores têm um vício caro (no Brasil) que é ler!

Agora imaginemos que um leitor de verdade sabe pedir e doar ao mesmo tempo porque só ele sabe o que ele passa para ter um livro. Além disso, ele trabalha de forma voluntária, sem remorso e sem peso nenhum com o intuito de transformar as pessoas em leitores para que se tenha o que conversar sobre histórias fantásticas, poesias fascinantes, locais surpreendentes, autores malucos. Ele empresta, ele doa, ele dá dicas e anota dicas de leituras de amigos, ele esquece de empréstimos (às vezes). Um leitor conversa, escuta e fala, alguns leitores escrevem =)

Por fim, imaginemos um local, uma biblioteca aberta 24h por dia, sete dias na semana, com livros de graça e super acessível! Imagine que você vai buscar um livro nessa biblioteca e não tem! =/ Triste realidade!!!! O projeto Casa das Palavras implantou a Biblioteca Livre em São Paulo do Potengi, ela está aberta o tempo todo, mas para funcionar ela precisa de livros, o que é uma biblioteca sem livros?? Por isso, é interessante que quando alguém pegue um livro deixe outro. E que ela esteja sempre cheia para que todos possam escolher qual livro levar para casa essa semana e deixar disponível para outras pessoas na próxima semana.






Espero que com essa Biblioteca Livre os potengienses possam se debruçar no mundo da leitura. 
=D











“O que é seu é de todos. Mas, o que é de todos não é seu”  Reflita!