Depois de 2 anos mandando mensagens falando em saudade, resolvi ir lá. Chegando, tudo do mesmo jeito, no mesmo lugar, se ela tivesse mudado algo, era imperceptível, a tradicionalidade beira o umbigo, dependendo da pessoa chega até o pescoço. Conversa vai, conversa vem, chegamos a um pigarro que criei há quase um mês, seja do desgaste vocal em dar aula, da poluição atmosférica da capital, da vida corrida e ao mesmo tempo sedentária ou do último festival de música com bastante fumaça de cigarro que havia ido, no mesmo momento, ela achou um lambedor que tinha feito para alguém da família que talvez tivesse o mesmo problema, mas nao importava, ia servir. Entre a minha hesitação e preocupação em saber se na composição existia algo em que eu fosse alérgica, ela já tinha enfiado uma dose goela a baixo, servida naquela colher que parecia apropriada para isso e que na verdade era utilizada para zilhoes de coisas a mais. Enquanto eu sentia o gosto de infância do doce aveludado em minha boca, ela se preocupava em colocar para dentro um pingo que sobrou no canto da boca, qual fosse para completar a dose ou apenas para não sujar a roupa, raspando com a colher que agora estava passando pelo processo de higienização e armazenamento e que vai servir à outro ente em uma ocasião breve, certamente. O remédio, de período farmacocinético relativamente curto, fez efeito antes de minha partida, o pigarro foi curado. As avós são mágicas!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
quarta-feira, 24 de junho de 2015
CASA DAS PALAVRAS = LEITURA + CULTURA + CONHECIMENTO
Olá, minha gente, hoje eu
gostaria de falar (como se eu escrevesse aqui sempre) sobre um projetaço que
acontece no RN conhecido como Casa das Palavras.
O
Casa das Palavras é um projeto de ação cultural que ronda municípios do RN com
o principal objetivo de trocas de experiências culturais. Cada local tem sua
cultura, obviamente, e o Projeto vem para dar um cutuque nessa cultura local e mostrar
o potencial da cidade. Rilder Medeiros
conta que esse ano eles deram prioridade aos municípios com menores IDH do RN.
E nada mais, nada menos que São Paulo do Potengi estava na mira.
Quando
o Casa das Palavras passa por uma cidade, essa cidade recebe uma
minibiblioteca, essa biblioteca é livre, isso que dizer que você pode doar
livros quando quiser (desde que eles sejam literários) e pegar livros quando
quiser!!
Agora vamos imaginar...
Imaginemos que, assim como eu, você
é um leitor assíduo (não me gabo disso, daqui a pouco vai saber o porquê), é
brasileiro e mora no Brasil. Leitores assíduos sofrem bastante no Brasil porque
os livros produzidos no Brasil são 20% mais caros (se não for mais) do que no
resto do mundo. Então o que fazemos?? Fazemos amigos que também são leitores
assíduos para possíveis trocas e empréstimos de livros, namoramos leitores,
fazemos uma rede social de leitores, encaramos olhares do tipo “não amasse/rabisque
o meu livro”, passamos horas nas livrarias para escolher um ou no máximo dois
livros por causa do preço, desejamos ganhar livros na Páscoa, no Natal, dia dos
namorados, dia das crianças e em qualquer dia, compramos leitores de livros
digitais pensando que os livros digitais são mais baratos no Brasil e não são,
ficamos endividados (leia-se pobre, sem um centavo no bolso) por um momento de
fraqueza passado na calçada de uma livraria, adotamos uma nova língua para ler
livros importados e sofrer com a alta do dólar e o IOF, enfim, leitores têm um
vício caro (no Brasil) que é ler!
Agora imaginemos que um leitor de
verdade sabe pedir e doar ao mesmo tempo porque só ele sabe o que ele passa
para ter um livro. Além disso, ele trabalha de forma voluntária, sem remorso e
sem peso nenhum com o intuito de transformar as pessoas em leitores para que se
tenha o que conversar sobre histórias fantásticas, poesias fascinantes, locais
surpreendentes, autores malucos. Ele empresta, ele doa, ele dá dicas e anota
dicas de leituras de amigos, ele esquece de empréstimos (às vezes). Um leitor
conversa, escuta e fala, alguns leitores escrevem =)
Por fim, imaginemos um local, uma
biblioteca aberta 24h por dia, sete dias na semana, com livros de graça e super
acessível! Imagine que você vai buscar um livro nessa biblioteca e não tem! =/
Triste realidade!!!! O projeto Casa das Palavras implantou a Biblioteca Livre
em São Paulo do Potengi, ela está aberta o tempo todo, mas para funcionar ela
precisa de livros, o que é uma biblioteca sem livros?? Por isso, é interessante
que quando alguém pegue um livro deixe outro. E que ela esteja sempre cheia
para que todos possam escolher qual livro levar para casa essa semana e deixar
disponível para outras pessoas na próxima semana.
Espero que com essa Biblioteca
Livre os potengienses possam se debruçar no mundo da leitura.
=D
“O que é seu é de todos. Mas, o que é de todos
não é seu” Reflita!
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